quarta-feira, janeiro 20, 2010

Crescimento entre aspas

«A melhoria do crescimento da economia nacional não travará o aumento do desemprego». É preciso perceber porquê, e é fácil: o que cresce não é a economia privada, mas os gastos do Estado. A capacidade produtiva não aumenta, o capital não é renovado, mas o Estado continua a gastar, cada vez mais - e é essa economia que cresce. Essa, porém, não é a economia que «cria» empregos, não é a economia que produz e que adiciona valor à sociedade. Pelo contrário, essa economia é sustentada pelo malvado sector privado (mas aquele que é mesmo privado, que não recebe subsídios, não tem a CGD como accionista nem uma golden share do Estado).


Todos os inúmeros entraves à criação de riqueza que o Estado impõe impedem a economia real de crescer e de «criar empregos»; por enquanto, não impedem o Estado de viver à custa da esmifrada esfera privada. Só que o parasitismo é auto-destrutivo e eventualmente o parasita esgota a capacidade do hospedeiro sustentar ambos. E em Portugal o esgotamento é iminente: há demasiados parasitas para tão poucos produtores.