quarta-feira, janeiro 13, 2010

Criaturas Extintas

Warren Harding (1865-1923)

O presidente que não presidia, o governante que não goverava. O homem que fez campanha durante a primeira recessão americana do século XX, em 1920, com discursos destes: «America's present need is not heroics, but healing; not nostrums, but normalcy; not revolution, but restoration; not agitation, but adjustment; not surgery, but serenity(...)», que cortou impostos e a despesa do Estado e que se limitava a jogar poker na Casa Branca. Mencken escreveu isto sobre o senhor: «He writes the worst English that I have ever encountered. It reminds me of a string of wet sponges; it reminds me of tattered washing on the line; it reminds me of stale bean soup, of college yells, of dogs barking idiotically through endless nights. It is so bad that a sort of grandeur creeps into it. It drags itself out of the dark abysm of pish, and crawls insanely up the topmost pinnacle of posh (...)». Aposto que se H. L. Mencken estivesse vivo hoje, estaria com saudades de Warren Harding.