domingo, janeiro 10, 2010

Estado: o grande consumista


1286,2 milhões de euros no total.

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Os sofistas asseguram que o dinheiro é bem gasto porque cria empregos e infra-estrutura. Isto, como escreveu Bastiat, é o que é visto. E isto é o que não se vê: «(...) the State has been living on a revenue which was being produced in the private sphere for private purposes and had to be deflected from these purposes by political force.» (J. Schumpeter, Capitalism, Socialism and Democracy, p. 198). O que não se vê é que cada euro a mais que o Estado tem para gastar é um euro a menos para o cidadão; que o dinheiro gasto pelo Estado não pode ser gasto pelas pessoas individuais que proporcionaram (ou no caso da dívida pública, vão proporcionar) a receita; que todo o emprego que o Estado cria é à custa de outro emprego que a esfera privada não pode criar; toda a procura agregada do Estado é apenas poder de compra retirado a cada contribuinte em particular. Em suma: o Estado não acrescenta riqueza, apenas a transfere.