sexta-feira, janeiro 29, 2010

Mais falácias e a sombra de Keynes

É pertinente acrescentar isto: o problema não é o «crescimento económico» em si mas a «direcção» desse crescimento. A URSS, medida pelos números, era certamente um sucesso. O problema não era a ausência de produção ou de «crescimento»; o problema é que, por ser centralmente planeado, o crescimento económico não correspondia minimamente aos desejos dos consumidores, porque não havia mercados onde esses desejos pudessem ser expressos.

O problema económico não é alocar o máximo de recursos disponíveis, mas onde alocá-los e para que propósitos. O Estado, mesmo que regido por uma democracia que de facto representasse os cidadãos (o que é impossível), nunca poderá decidir de acordo com as preferências dos consumidores, nem corrigir os seus erros - ou saber sequer se cometeu erros. Para isso precisamos de mercados, de lucros e de perdas. Só o mercado responde às preferências dos consumidores e só o mercado pode alocar os recursos disponíveis da forma mais eficiente, não do ponto de vista dos números, mas do ponto de vista dos consumidores individuais que, dia a dia, participam no mercado e expressam as suas preferências de uma forma que o voto nunca poderá fazer.