sexta-feira, janeiro 22, 2010

O cartel e a escola pública

Aparentemente a corporação dos professores não é suficientemente corporativa. É preciso um cartel que permita a «tão desejada auto-regulação» na profissão, não vá o mercado (isto é, os consumidores) regular a favor da competência e pôr uns quantos parasitas analfabetos no desemprego.
A propósito, tinha um professor de filosofia no secundário que era fanático do PS e que, além dessa obsessão, só falava sobre sexo e mulheres. Mandava as raparigas sair, dava quinze a todas, e passava as aulas a educar-nos sobre as virtudes do Partido Socialista e do espécime feminino.
Depois de deixar de ser meu professor, soube que levara os rapazes de uma turma para a biblioteca para ver sites pornográficos nos computadores da escola. Um pai indignado queixou-se e, dois anos depois (entretanto sem dar aulas mas a receber), o senhor lá foi reformado antecipadamente.
Na altura escrevi para o jornal da escola um texto inflamado sobre o assunto (era adolescente e prestava-me mais à indignação). Fui censurado.
PS: Não sei o que se passa com o blogger que me corta as frases a meio. Se alguém me puder ajudar com este problema, agradecia.
Adenda: Obrigado ao Miguel Madeira pela ajuda com o html.