domingo, janeiro 24, 2010

O complexo neocon

É pena que isto não seja verdade. E é pena o Henrique achar que é melhor ser uma ninfomaníaca belicista do que uma freira pacifista. Já houve tempos em que a guerra era considerada um instrumento socialista que qualquer conservador detestava. Hoje parece que não há nada melhor para conservar uma tradição do que a violência e que a forma mais eficaz de promover a social-democracia (essa maravilha) é pela bomba. Eis o legado que os neocons deixaram na direita: o culto da guerra permanente e do policiamento do mundo pelo ocidente. Não admira que a direita já não se queixe da perda de soberania para Bruxelas e do centralismo europeu: nada melhor que a União para congregar exércitos gigantescos e conduzir guerras intermináveis (e, claro, ter a tão desejada «influência geopolítica»). E o mais triste é que não se apercebem da imoralidade orwelliana da sua posição, nem das incríveis parecenças com os sanguinários comunistas de outrora. Pobre direita, está tão morta e totalitária como a esquerda.