sábado, janeiro 02, 2010

O melhor e o pior de 2009

Na política, o pior terá de ser o Tratado de Lisboa a entrar pela porta do cavalo (a prova de que a democracia não chega e não serve para travar a voracidade totalitária dos burocratas). O melhor foi a proposta do Ron Paul para inspeccionar a Reserva Federal - que não sendo nova, tem pela primeira vez hipótese de ser passada à prática. Também foi muito muito mau o afrouxar da oposição esquerdista ao militarismo e ao império nos EUA, devido ao efeito-Obama; tal como o esboço de governo global que se desenhou em Copenhaga. A vitória de Sócrates foi má para o país, mas julgo que não seria melhor caso o PSD ou qualquer dos outros tivesse ganho. A reverência de alguma gente ilustrada perante Paulo Rangel pareceu-me de mau gosto. A oposição de Vaclav Klaus foi bonita de ver.

Na cultura sinceramente não sei. Acho que só li um livro deste ano: o Meltdown do Thomas Woods, que explica sucintamente a crise presente, embora apenas da perspectiva americana. Não ouvi música nenhuma deste ano, a não ser por acaso - e o que ouvi não gostei. Não fui ao teatro, não fui ao cinema. Vi o concerto da banda portuguesa de tributo ao Zappa no Porto e foi giro; talvez tenha visto algum concerto no CCB ou na Culturgest no início do ano, mas não me lembro. Fui ao Berardo umas quantas vezes passear.

O melhor blog foi o Vida Breve (pelos tomates, a honestidade e o estilo); o pior o Da Literatura (pelo Socratismo inesperado e de mau gosto).

Entre as minhas conquistas pessoais consegui que um comunista lesse O Arquipélago de Gulag. Ah, e provei sushi, confirmando as minhas piores suspeitas. 2009 vai ficar-me na memória por ter provado peixe cru pela primeira vez.