terça-feira, fevereiro 23, 2010

O que significa laissez-faire para um intelectual de esquerda?


Eu sei que é muito fashionable e progressista ser pragmático e cínico, sobretudo sendo um intelectual e tratando-se de política. Mas só mesmo separando a ética da política é que se pode vir a apoiar Sócrates (ou Rangel, ou Passos) e a resignar-se ao lodo corporativista da nossa praça. Esta é, porém, a essência das nossas elites pensantes: reverência pelo poder primeiro, princípios depois.

Mas Eduardo Pita não se fica pelo utilitarismo niilista, avança rapidamente para a comédia. Repare-se:


Laissez-faire? Duvido que o poeta desconheça o conceito, também duvido que se tenha enganado. Mas sejamos justos: defender o status quo exige estes contorcionismos.