sexta-feira, março 12, 2010

Suicidários

Pondo de parte a bandalheira que são as escolas públicas, os selvagens que passam por alunos e as razões para ambas (o Estado Social, em todas as suas faces), um acto de suicídio (sobretudo de um adulto) não pode ser considerado um problema da escola pública. Por muito horrível que fosse o ambiente, o senhor professor tinha muitas outras alternativas além de pôr termo à própria vida. Este episódio lembra os suicídios de há uns meses na empresa (semi-pública) de telecomunicações francesa, em que a esquerda aproveitou para justificar os actos auto-destrutivos dos indivíduos em questão com o capitalismo selvagem e a imoralidade do neo-liberalismo. As deduções deterministas sobre as péssimas condições de trabalho, num ou noutro caso, são pura parvoice. O suicídio é uma escolha. As razões que levam à escolha não suprimem o princípio de que foi o indivíduo, não as condições, a gerar o resultado em questão.