domingo, dezembro 12, 2010

Eis como o "realismo conservador" deriva em relativismo moral.

«As revelações da Wikileaks e os sarilhos em que, por causa delas, se envolveu o sem mentor, Julian Assange, demonstram que a realpolitik está bem viva e que ela não vive de contos de fadas, nem de príncipes encantados. De resto, e em abono da verdade, nada do que se soube até agora pode constituir uma novidade por aí além ou uma surpresa inesperada, assim como as reacções da Administração democrata norte-americana só podem surpreender os ingénuos. Quanto à questão de fundo, se a revelação destes «segredos» é legítima ou ilegítima, também aqui um pouco de realismo conservador não fará mal a ninguém. Por outras palavras: legítima até é, porque todos temos direito a saber o que fazem os governantes com o poder de que dispõem e que, em certos países, lhes é confiado; mas também ninguém se poderá espantar com a prisão de Assange e com o destino que certamente lhe estará a ser cuidadosamente preparado nas mais diversas Chancelarias

Rui Albuquerque.

3 comentários:

filipeabrantes disse...

Abjecto.

"Mataram-te o filho? Ó homem, o mundo é assim mesmo, os homens são ruins, desde os primórdios da Humanidade."

mpr disse...

ou melhor:

"temos o direito a saber o que fazem os governantes? temos, mas depois não nos queixemos de estarmos a pedi-las"

isto é tão mau que nem sequer se fica pelo moralmente errado.

Eduardo F. disse...

Precisamente.