segunda-feira, abril 09, 2012

Saudáveis à força

O governo prepara-se para perpetrar outro ataque contra os fumadores. Neste caso, para "diminuir a oferta". Isto junta-se aos impostos ridiculamente pesados, aos absurdos e paternalistas avisos nos maços e à proibição quase geral de se fumar em lugares públicos.

Isto demonstra duas coisas. A primeira é que, tal como nos outros assuntos, o governo também não é liberal no que à liberdade do uso do nosso corpo diz respeito. A segunda é que o governo está cheio de gente estúpida. 

Diminuir a oferta, inclui diminuir a quantidade gigantesca de impostos pagos sobre o tabaco, o que não contribui para a tarefa de "equilibrar as contas pelo lado da receita" (que não é um bom princípio, diga-se, mas que é o princípio que o próprio governo procura, pelo menos em teoria, concluir).

Depois se o que o secretário de estado diz é verdade (o que é duvidoso, dado que quase todos os dados sobre os malefícios do tabaco são sobretudo propaganda) sobre 40% das mortes antes dos 70 anos são devido ao tabagismo, isso significaria que um aumento no número de fumadores seria a melhor coisa para as contas públicas que podia acontecer ao governo. O dinheiro que se poupava em reformas por morte prematura dava para equilibrar as contas também pelo lado da despesa. 

No fundo, trata-se de nos tornar saudáveis à força, seja qual for o meio escolhido para o fazer. Todo este moralismo higiénico é nojento, tal como é nojenta a vontade de taxar tudo o que mexe. E é tudo menos liberal.

Uma coisa é clara: este governo não se distingue em nada de nenhum que o precedeu.

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