Desde que este governo tomou posse algo de sinistro se apoderou dos liberais e tudo passou, de repente, a uma análise custo-benefício dos nadas que o governo tem encenado. Nestas tísicas e cínicas contas há algo que convida a mais do mesmo, em vez de apontar para uma solução duradoura que só pode ser encontrada numa mudança de paradigma.
As criaturas que se têm ocupado a discutir percentagens perderam o fio à meada. Para rejeitar os clamores de "justiça social" da rua dominada por sentimentos de esquerda, esquecem-se que é mesmo disso que se trata: de justiça. E que nenhuma pode ser encontrada nesta dança de pontos percentuais.
Além de descartarem o potencial incendiário dos sentimentos de injustiça - que presentemente são todos aproveitados pelos vendedores de banha da cobra socialista, com efeitos devastadores, como se pode ver; perdem também de vista o objectivo central de libertar a sociedade civil do monstro estatal.
As discussões sobre os efeitos destes arranjos cosméticos são um exercício fútil e revelam uma certa amoralidade que mortifica quem pela primeira vez tem contacto com o ponto de vista liberal.
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