quinta-feira, maio 22, 2014

Vai bater àquela porta.

O novo video dos Mão Morta tornou-se viral, no sentido em que a sua estupidez contaminou quem viu o video e gerou uma polémica. Porquê? Silly season, that's why. 

Primeiro, como já muita gente apontou, a temática da banda sempre andou entre o bairro alto e o bairro social, ou seja, na sarjeta. Isto incomoda-me tanto como ao próximo, mas lido com o assunto da forma admitidamente original de não ouvir os discos da banda e ignorar, quando não surgem polémicas, os videos relacionados.

Em segundo lugar, os Mão Morta partilham com os outros "artistas" da esquerda caviar um extraordinário e irónico talento para o marketing, e este video, nesta altura, é uma óbvia, e não especialmente inteligente, tentativa de lucrar, literalmente, com o descontentamento. Dado que a maioria dos portugueses os ignora com cósmica justiça, os Mão Morta não geraram este descontentamento. Usam-no, dentro dos limites da constituição. Com sorte e algum mérito, talvez levem mais uns mentecaptos a comprar bilhetes para os ouvir. E bem vistas as coisas, nesse aproveitamento do descontentamento, não fazem nada de diferente dos partidos da oposição, embora de forma menos musical.

Isto tudo deixa, no entanto, a pergunta: por trás do marketing, estará um genuíno apelo à violência ou apenas uma peça de arte provocatória? 

Na minha modesta opinião, nenhuma das duas. É só uma parvoice. A parvoice pode incitar pessoas à violência? Pode. O governo é culpado do mesmo. Pessoalmente, parece-me mais que incite alguém ao suicídio.

A arma do Adolfo Luxúria Canibal é certamente menos letal que a sua música.

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